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Esporte é abordado no 27º Salão de Humor em Teresina

Em ano de Copa do Mundo, organização do evento diz que não poderia deixar de abordar o tema

Desde segunda-feira (14) e até sábado, 20 de junho, acontece no Theatro 4 de setembro e na praça Pedro II, no centro de Teresina, o 27º Salão Internacional de Humor do Piauí. Com o tema “Trânsito e Sociedade: Os desafios do século XXI” o salão é caracterizado pela diversidade cultural e por centenas de trabalhos vindos de toda parte do mundo.

O festival de humor mantém toda a sua graça com uma variedade de atrações, passando pelo humor em desenhos, shows, apresentações musicais, teatro e cinema. Há também estandes, exposições abertas, Festival de Performances, Roda de Poesia e Tambores, e mostra competitiva de cartuns. Além de pontos de comidas e bebidas típicas.

O evento conta com trabalhos de grandes artistas. Alguns cartunistas como Fred Ozanan, Luís solda e Ricardo Soares já participaram e conferiram os cartuns expostos na praça Pedro II.

Na área do esporte, algumas obras de Paulo Caruso, Rodrigo Rosa, Mario Alberto, Léo Martins, Flávio Luiz e outros, estão em destaque no salão de humor na exposição “Um país de chuteiras”. Essa exposição trata apenas da história do futebol e, sobretudo das copas de 1966 a 2002. Entretanto, a copa de 2006 não foi abortada, porque a exposição já foi apresentada antes.

Mesmo sendo repetida, a exposição continua atraindo a atenção do público

Segundo um dos representantes da produção do evento, Raildo Pereira, toda a temática do salão está voltada para o trânsito, mas por ser ano de copa o salão de humor não poderia deixar de abordar o tema. “Como estamos em ano de copa, a gente não podia deixar passar em branco no salão a abordagem desse tema. A exposição já esteve na praça e esse ano a gente achou que seria interessante a volta da exposição”, afirma.

Apesar de ser repetida, a exposição tem sido uma das mais visitadas esse ano. A galeria traz charges, caricaturas e cartuns que faz qualquer um viajar pela história do futebol brasileiro desde que ele surgiu, no começo do século passado, quando chegou a primeira bola de futebol no Brasil até a copa de 2002, contados em forma de arte e humor. Em cada banner tem várias peças de vários artistas.

Na exposição está presente Baltazar, cabecinha de ouro (foto ao lado), que é a 1ª caricatura publicada no Brasil, pelo Jornal Última Hora, em São Paulo, nos anos 50. Mostra também as façanhas de Pelé (nos anos 50 e 60) a Era Zico (na década de 80) o futebol carioca, a era Garrincha, a 1ª e 2ª geração de craques, e muito mais.

De acordo com a organização do evento, a administração dessa exposição “Um país de chuteiras”, ficou por conta dos cartunistas conhecidos nacionalmente como “Jal” e “Gual” (José Alberto Lovreto e Gualberto Costa, respectivamente). Através de inúmeras pesquisas, os dois escolheram uma série de desenhos, retratando o que houve de melhor em cada ano de copa e reuniram em um livro chamado “A História do Futebol no Brasil através do Cartum”, lançado em 2005 pela Editora Bom Texto.

Para quem ainda não teve a oportunidade de ver estas obras, o Salão de Humor fica em exposição até domingo.

Por: Rhavena Dias

Teresina se veste de verde amarelo para torcer pelo Brasil

Vizinhos se unem para embelezar as ruas e tornar o espetáculo da Copa mais bonito

A cidade de Teresina está toda verde amarela, as ruas estão preparadas para a Copa do Mundo da África. Tudo nesta época gira em torno do campeonato mundial. É impressionante ver o desempenho dos torcedores brasileiros.

Grande parte das ruas mais enfeitadas de Teresina está participando de um concurso, Cidade Verde Amarela, que TV Cidade Verde esta realizando. A rua vencedora irá ganhar uma festa na final da Copa do Mundo com banda ao vivo, e um troféu.

Algumas ruas da cidade ganham destaque pela beleza e organização da decoração. São tão bonitas que servem como um estímulo a mais para torcida. É o caso da quadra 54 no bairro Dirceu Arco Verde. Apesar da dificuldade que a rua oferece, os moradores se empenharam e fizeram um ótimo trabalho.

No bairro Mafrense, quem ganha destaque é a rua Delegado João Braz, que pela segunda Copa consecutiva ganha visibilidade pela sua decoração. São paredes com desenhos em referência á animais da África, o mascote da Copa, ônibus da Seleção Brasileira, campos de futebol, e até o técnico Dunga é representado nas paredes dos moradores. Tudo feito em grafite, uma verdadeira obra de arte, assinada pelo artista Moisés.

Nem mesmo as paredes escapam da criatividade dos moradores

Dois dos responsáveis pela decoração da rua, dona Sônia Costa Lima e Adailton Gaulter de Sousa falam que decidiram participar pela “animação, empolgação, para mostrar criatividade, e também para competir com as outras ruas da cidade”, comentam.

Os moradores tiveram patrocínio de várias empresas de Teresina, além das suas próprias contribuições, que segundo o coordenador Adailton, foi em torno de R$600. Tudo para que os jogos do Brasil sejam mais animados, e toda a rua se una para torcer pela vitória da Seleção Brasileira, e quem sabe ganhar uma grande festa na final da Copa do Mundo da África.

Por: Ivana Machado

Brasil estréia com vitória de 2x1

O jogo não foi bonito, mas pelo menos garantiu a primeira vitória do Brasil na Copa


Ontem 15 de junho, o Brasil inteiro parou em frente à televisão. O motivo? É claro que foi a estréia da seleção brasileira na Copa Mundial de futebol da África.Depois de dias na espera, muitos treinos, muitas especulações sobre as condições físicas de alguns jogadores, enfim a seleção estreou.

O Brasil venceu por um mirrado 2x1 contra a “fraca” Coréia do Norte. Para quem esperou um jogaço de futebol, só restou a decepção de ver nossa seleção jogar um primeiro tempo chocho sem gols e sem nenhuma velocidade no ataque.

Para os já calejados em relação à Copa do Mundo e Seleção Brasileira, só veio a confirmação de que o futebol arte do Brasil à tempos acabou, e que um placar de 2x1 já é mais que suficiente para nos garantir, talvez, a classificação para as próximas fases.

O primeiro tempo terminou em 0x0, apesar de 67% de posse de bola, e com apenas 3 finalizações do Brasil, devido principalmente a zaga fechada do time Norte Coreano. Kaká, cotado para ser a grande estrela da seleção, ainda se recupera de uma lesão recente e mostrou dificuldades para entrar no ritmo do jogo.

Destaque para Maicon, que mostrou em campo toda garra de um jogador que quer vencer a Copa do Mundo. No segundo tempo a seleção entrou melhor em campo e aos 10min marcou seu primeiro gol, com um passe de Elano e finalização de Maicon pela direita.


Elano e Maicon, autores dos gols que marcaram a primeira vitória brasileira na África do Sul

Aos 26min surgiu o segundo gol de contra-ataque. Robinho deu um lindo passe pra Elano que finalizou. Depois do segundo gol a seleção deu uma relaxada e aos 43min o norte coreano Ji Yun Nam, invadiu a área e marcou um gol contra a melhor defesa da Copa, pelo menos é o que dizem.

Em meio a trancos e barrancos, a seleção comandada por Dunga venceu e conquistou o primeiro lugar no grupo G, por enquanto, já que Costa do Marfim e Portugal empataram em 0x0. Domingo ás 15:30h só nos resta torcer para a vitória do Brasil, pode ser com um placar de 1x0, já ta de bom tamanho para chegar à próxima fase.

Por: Ivana Machado

É DO BRASIL!!!

A seleção brasileira fez dois gols em cima da Coréia do Norte, sendo o primeiro do jogador Maicon e o outro do jogador Elano. Ocorreram festa e movimentação em todo o Brasil e com isso Teresina não ficou de fora. Ruas foram enfeitadas aguardando o tão esperado primeiro jogo com, deixando de lado as críticas, a felicidade de toda a nação. O que se pode escutar hoje na cidade foram fogos, gritos e vuvuzelas.


A rotina de tudo muda. Aulas são suspensas por causa do apoio a pátria bem como a Administração Pública. Como exemplo, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) que nos dias em que os jogos acontecerem no horário da tarde, às 15h30 minutos, o expediente será encerrado às 14h e o Restaurante Universitário (RU) só funcionará no horário da manhã.

Nos dias em que os jogos se realizarem às 11horas, o expediente será interrompido às 10h30 e recomeçará às 14h30.

O que o esporte não faz pela pátria!

Texto: Amanda Sandes

Fotos: Portal Acesso

Teresinenses que não torcem pelo Brasil na Copa do Mundo: Eles existem

O clima de copa parece tomar conta de tudo e de todos durante o torneio. Só parece. Há aqueles que não se envolvem pelo momento, e até aqueles que (pasmem) torcem por rivais da seleção canarinha

De quatro em quatro anos acontece a Copa do Mundo de Futebol. O Brasil, pela sua tradição e por ser o único pentacampeão, entra sempre como favorito. Diante disso, corações batem mais forte, e a expectativa gira em torno de mais um título para o nosso país.

2010 está aí para confirmar tal fato. Por todo o Brasil não se fala em outra coisa. Na televisão, nos jornais, nas escolas, no ambiente de trabalho, o assunto é o mesmo: Copa do mundo. Não é diferente em Teresina, onde já se vê ruas enfeitadas, pessoas circulando vestidos com a camisa da seleção, lojas lotadas de produtos verde e amarelo, carros estilizados com bandeirinhas do Brasil, dentre outros.

A maior competição do futebol mundial faz parar bancos e supermercados. Estes, na copa, organizam seus horários de funcionamento, de acordo com os jogos da seleção brasileira.

Todavia, há os que consideram o ano da copa do mundo como qualquer outro. Isso acontece, principalmente, entre o público feminino que não gosta de futebol. Alguns aproveitam para ler livros, assistir filme, fazer compras. Porém, outros não fazem nada, simplesmente seguem a sua rotina natural.

Existem outros, entretanto, que amam futebol, são brasileiros, piauienses, teresinenses, pentacampeões, mas não torcem para o Brasil. Alemanha, Itália, Argentina, são alguns dos países escolhidos para a torcida. Railson Raimundo é um desses torcedores teresinenses. Sua história com a Argentina, seu país de coração, iniciou em 1993. Ao ligar a televisão, nas eliminatórias para a copa de 1994, a Argentina estava perdendo de 5 a 0 para a Colômbia. O que chamou a atenção de Railson foi a torcida argentina. “Mesmo o time perdendo, a torcida gritava e chorava pelo país. Me apaixonei, neste momento, pela Argentina”, afirma o torcedor.

Railson, apaixonado pela maior rival da seleção brasileira

Luciano Alves, operador de telemarking, de 32 anos também está nesse time. “Não torço para o Brasil porque acho que é tudo marmelada. Os jogadores são todos comprados. Deixam de ganhar a Copa se tiver dinheiro envolvido nisso. Acabo torcendo para outras seleções, como a Argentina”, afirma.

Há ainda os decepcionados, que deixaram de torcer para a nossa seleção. Luzia Maria de Sousa Oliveira, de 56 anos, se traumatizou com a copa da Alemanha de 2006. Ela afirma que um jogador não evitou o gol da equipe adversária porque ele foi ajeitar a sua meia. “Se eles não são patriotas, porque eu vou ser?”, pergunta. Segundo ela, tudo que se faz na vida tem que ser feito com seriedade. “Eu estou na minha casa, com tudo preparado, e eles não se empenham suficiente para vencer”, ressalta.

Mas nem sempre os motivos para esta “traição” são passionais. Às vezes o torcedor brasileiro se identifica com o futebol de outros países. “Quem gosta muito de futebol, de tanto acompanhar acaba se identificando com um estilo de jogo, que é a forma de jogar de algum time. Essa admiração acaba virando paixão, que transforma um admirador em um torcedor”, revela Ezequiel de Melo, que torce pela Alemanha. André Luiz já é bem mais sucinto ao justificar sua preferência. “Quis sair da mesmice e sou fã do futebol italiano”, revela.





















Por: Ana Luíza Floriano

Ser Brasileiro


Ano de copa do mundo é tudo igual: tudo é verde amarelo, desde a calcinha a docinhos de festa, e olha que comer um docinho verde não é nada agradável, parece aquelas coisas naturebas.

As ruas todas enfeitadas, não existe ninguém no Brasil que não tenha uma peça de roupa, ou um calçado, ou as unhas pintadas de verde amarelo, todo mundo unido em uma só torcida: è hexa Brasil!!!! Só tem um pequeno problema: para sermos campeões não depende de mim ou da minha amiga de faculdade apaixonada por futebol, nem do meu pai que adora uma copa do mundo, ou de você caro leitor que já é todo expectativa para o inicio dos jogos.

Pois é, pra felicidade geral da nação Brasileira ocorrer, dependemos da seleção do Dunga, que não é lá essas coca-colas. Dependemos da boa vontade e dedicação de uma seleção que não fomos nós que escolhemos(meio estranho já que são representantes da nação, e nem nossos palpites foram ouvidos).

Quando penso nisso o fantasma de 2006 me assombra. Vai nessa Brasil, a taça já é nossa. Tudo pronto, ruas enfeitadas, roupas compradas, pipocas prontas e... a França, a bendita França, acaba com o sonho de uma nação. Será?

Sinceramente? Acho que não. O que acabou com nossos sonhos foi aquela seleção que não amou o suficiente, não se dedicou o suficiente, que não se entregou o suficiente, que não treinou o suficiente. Culpa daquele gordo também (o Ronaldo, é claro).

Mas nesse ano o hexa é nosso, não teremos choro, nem revolta, e todos os feriados dos dias dos jogos vão ser usados da forma que são para serem usados, todo mundo torcendo, vibrando, gritando, chorando(de alegria), sem esquecer é claro, de agourar a Argentina. Minha gente, ninguém merece o Maradona.

Vamos nessa, que agora é hexa(tomara num agüento mais chorar nas quartas de final, e ter que trabalhar, nos dias da semi final e da final, brasileiro nenhum merece).

Por: Ivana Vasconcelos

SALIPI não trata de esporte em ano de Copa

Coordenador do evento admite falha em ignorar esportes no evento

O esporte já se encontra na veia dos brasileiros, em especial o futebol. Em ano de copa a euforia se torna maior, as diferenças sociais são deixadas de lado e todos buscam uma só coisa: que o time de futebol brasileiro seja campeão. Em Teresina, no mês de junho não é só com a Copa que a população está envolvida. Antes da abertura da Copa, que acontece dia 11, a população aproveita o evento literário que já faz parte do calendário da cidade.

Lançado em 2003, o Salão do Livro do Piauí (SALIPI) acontece sempre na primeira semana de junho em Teresina. Este ano, em sua oitava edição, o evento vem englobando o lançamento de livros, bate-papo literário, fóruns temáticos, mostra de cinema, shows, exposições, cursos, oficinas e palestras. Embora apresente uma diversidade de assuntos, o Salipi esqueceu de abordar sobre os esportes.

Visitando e questionando 12 livrarias, apenas 4 delas possuíam algum livro literário esportivo. Em uma delas, a literatura esportiva focou-se nas crianças. Quebra-cabeças, livros, jogos, DVDs e revistas têm como tema os jogos da copa, para ensinar e divertir a criançada. As livrarias que não possuíam o material argumentaram que não existia procura por literatura esportiva. A vendedora Iranilde disse que até tem livros sobre esporte na loja, mas optou por não levar para o SALIPI, por não haver procura pelos mesmos.
A maioria dos exemplos encontrados são para crianças

Entretanto, o vendedor Marcílio Morais, disse que a procura é grande, mais ocorre somente por livros de futebol. “Tenho livros que falam sobre handbol e outros esportes, mas as pessoas só procuram sobre futebol pelo fato de ser ano de copa” afirma. Segundo o vendedor Fabio Batista, há demanda e as vendas desses livros tem sido ótima. “Desde segunda-feira tenho vendido em média 10 livros por dia sobre esporte, e essa busca só ocorre porque é ano de copa” afirma. Ele afirma também que é somente nesta época que se da uma dedicação especial para livros esportivos.Expositor fala que tem procura, mas não foi o suficiente para incentivar as livrarias

De acordo com uns dos Coordenadores do Evento, Wellington Soares, não se pensou em abordar sobre esportes no evento. “Embora seja ano de copa, não foi pensado a respeito do assunto, para ser abordado em palestras ou debates durante o evento. Admito que aconteceu essa falha”, confessa.

O evento este ano homenageia o escritor Fontes Ibiapina e começou segunda-feira, 31 de abril, e acontece até domingo, 6 de maio, no Complexo da praça Pedro II. Conta com a presença de escritores locais, nacionais e estrangeiros. Além de ser visitado por inúmeras pessoas de todas as idades que buscam conhecimento, diversão e cultura.

Por: Rhavena Dias
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