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Em domingo de Copa, Vôlei é atração em Teresina.


Mesmo em período de Copa, Teresina não respira só futebol. No ultimo fim de semana, sábado (12) e domingo (13), aconteceu na capital a etapa piauiense do Circuito Estadual Banco do Brasil Vôlei de Praia . O evento, realizado na Arena Eugênio Fortes, contou com a participação de 22 duplas, dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Foi a 11ª etapa da competição no ano de 2010.

Pernambuco se destacou no torneio. Foram três atletas no lugar mais alto do pódio. Camila Guimarães, Adriano e Nelson. Campeãs da etapa pernambucana, encerrada no fim de maio, Camila Guimarães e Aline (BA) voltaram a vencer nova etapa, após vitória por 2 sets a 1.

Como a dupla feminina, Adriano também foi campeão em Jaboatão dos Guararapes (PE). Dessa vez, com novo parceiro, Nelson, voltou a vencer. Foram 2 sets a 0.

O próximo destino do Circuito será Porto Velho (RO), entre os dias 18 e 20 de junho. Serão recebidos atletas de Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia.




Texto : Joaquim Camilo

Fotos : google.com

Badminton do Piauí fatura 17 medalhas em competição nacional.

Badminton. O segundo esporte mais praticado no mundo. Existe a 2000 anos. Semelhante aos tênis. Físicamente e socialmente. Ambos com raquete, o primeiro tendo uma peteca no lugar da bola. Ambos praticados, teoricamente, por classe A e B. Teoricamente, porque aqui, no Piauí, foi justamente na periferia que a atividade obteve suas melhores revelações. Aplicado como projeto de inclusão social, o esporte transforma uma juventude carente em atletas competitivos. Foi o que se comprovou na 17ª Copa Sul de Badminton, que aconteceu neste fim de semana, em Porto Alegre/RS. Foram 17 medalhas conquistadas pelas duas delegações piauienses: 3 de ouro, 5 de prata, 3 de bronze. A competição, válida pela segunda etapa do Campeonato Brasileiro, contou com dois torneios simples, um de dupla,outro individual.

Regras :

A peteca oficial de badminton tem dezesseis penas de ganso, que pesam apenas cinco gramas e geralmente não duram mais que 5 "rallys" por partida. O volante, para o nivel amador, é feita de Nylon e geralmente tem uma cor amarelo limão. A rede fica a 1,55 metros do chão.

O objetivo do jogo é, usando a raquete, rebater a volante sobre a rede para a quadra do adversário, sem deixar a peteca tocar no chão. Aquele que deixar a volante cair dentro do seu lado da quadra, ou rebater a volante para fora da quadra, perde a jogada. Se o jogador (ou parceiro) que ganha a jogada for o que a iniciou, então marca-se um ponto e começa uma nova jogada; se não, passa a ser o adversário quem serve, e é esse que ganha o ponto,(igual as atuais regras do Volei, onde os pontos são corridos). O primeiro jogador a atingir 21 pontos ganha o jogo. O "game" pode chegar no máximo de 30 pontos, caso os jogadores empatem em 20 a 20 o jogo é prolongado para 22 pontos, caso empatem em 21 a 21 o jogo é prolongado para 23 pontos e assim até os 30 pontos máximos. O jogo tem duração máxima de três "games", o famoso melhor de três. Existe o intervalo de 2 minutos entre os jogos e o intervalo de 1 minuto quando alcançado os primeiros 11 pontos de um jogador por "game". Ganha quem vencer 2 jogos.


Confiram abaixo o quadro de medalhas :

Federação Piauiensede Badminton

OURO
Fabrício Farias / Sub-11 Simples Masculino

PRATA
Thainara Silva / Sub-13 Simples Feminino
Fabrício Farias e Thainara Silva / Sub-13 Dupla mista
Andreza Miranda / Sub-17 Simples Feminino
Lucas Alves / Sub-19 Simples Masculina

BRONZE
Francielton Farias / Sub-15 Simples Masculina
Francielton Farias e Matheus Nakao (SP) / Sub-17 dupla masculina

Associação de Badminton do Grande Dirceu

OURO
Lorena Vieira e Monaliza Feitosa / Sub-13 - Dupla femimina
Jéssica Oliveira / Sub-19 - Simples feminina

PRATA
Lorena Vieira / Sub-11 - Simples feminina

BRONZE
Monaliza Feitosa / Sub-13 - Simples feminina

As delegações retornam ao Piauí a partir de segunda-feira.



Texto : Joaquim Camilo

Fotos : Cidade Verde.com / google.com

A crise do Futebol Piauiense

Após um período áureo nas décadas de 70 e 80, quando um público de mais de 40 mil pessoas se reuniam no Albertão para acompanhar um clássico local, o futebol piauiense entrou em decadência. No I Fórum do Futebol do Piauí, especialistas da área discutiram a crise do futebol local e, para eles, ainda existe solução.



Um dos méritos do I Fórum de Futebol Piauiense foi estimular a discussão sobre o esporte no Estado. Problemas, soluções, rendimento, prioridades, foram pautas durante três dias de evento (27, 28 e 29), em maio, no auditório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), na capital.

Vale a pena?

Não houve como fugir. Mudar o rumo, crescer, trazer o público aos estádios. Era o que interessava. Por que o Ceará possui clubes fortes e disputa a serie A do Campeonato Brasileiro, e o Piauí desempenha apenas papel coadjuvante na serie D do Nacional, com times mal estruturados e com pouca perspectiva? Para Everaldo Cunha, dirigente piauiense, os fatores são diversos. Para começar, o investimento público. Nos clubes cearenses, o governo investe cerca de 12 milhões anuais. No Piauí, foram investidos 450 mil, em 10 times. Dados, que se comparados a times de ponta do futebol brasileiro, não representam grande coisa. O São Paulo, tricampeão brasileiro, faturou R$ 160,5 milhões no ano de 2008. O Internacional obteve cerca de R$ 142 milhões, no mesmo ano. Qual o segredo? Publicidade, bilheteria, sócios, cotas de televisão, além de estádio bem estruturado e cheio de torcedores. 22 % da renda são-paulina foi adquirida através do Morumbi.

Albertão vazio, não muito diferente dos dias de jogo. Com a presença do público, os clubes teriam mais receita para proporcionar um espetáculo melhor.

O grande Futebol do Piauí

O presidente do Flamengo-PI apontou o baixo investimento privado. Conta com 12.000 reais mensais do grupo empresarial de Paulo Guimarães. Ele ainda aponta como uma das mais inteligentes soluções, o desenvolvimento do Markentig esportivo no Piauí. Cita a iniciativa recente de trazer o artilheiro Jardel para seu plantel. “O Jardel é um jogador bilheteria. Com ele conseguimos destaque Nacional e Internacional. Sites europeus noticiaram o Flamengo-PI. Isso me deixa contente.” Não a dúvidas. O torcedor piauiense tem que ser tratado como um cliente, seja ele de classe baixa, média ou alta. Ações de marketing tem que ser exploradas. E o mercado é gigantesco e pode render muita receita. Os sites dos clubes na Europa rendem até € 6 milhões (R$ 17 milhões) por ano. Por que não trazer isso para cá? Investimento financeiro, empresários, markentig, espetáculo. São palavras chaves para o sucesso do futebol piauiense. Um esporte que já foi grandioso no estado. Sociedade Esportiva Tiradentes , 11 títulos piauienses. Esporte Clube Flamengo, 19 vezes campeão. River Atlético Clube, 27 títulos estaduais. Grandes vitórias nacionais : Tiradentes 2 x 1 Corinthias, estádio Albertão, pelo Brasileiro de 1983; Flamengo-PI 1 x 1 Paysandu, estádio Albertão, pelo Brasileiro de 1985; River 3 x 1 Fluminense, estádio Albertão, pelo Brasileiro de 1981. E grandes craques piauienses.

Sima foi a maior referência do futebol piauiense ao longo de sua história. Grande Artilheiro. Após marcar 12 gols na temporada de 1967 pela seleção de Barras, no Torneio Intermunicipal Piauiense , despontava como um letal atacante para o futebol do Nordeste. A partir de 1968, Sima foi jogar no Piauí Esporte Clube, sendo artilheiro em todos os torneios e campeonatos. Sima jogou nos seguintes clubes piauienses: Piauí, Tiradentes, Ríver, Flamengo e no Auto Esporte. Ainda jogou em Pernambuco, Bahia,Maranhão, Sergipe e Amazonas. Chegou ao River no ano do maior campeonato Piauiense da história, em 1977. Foi artilheiro do campeonato em ótima fase.Venceu por 3 x 2 o Flamengo-PI, perante 40 mil pessoas no Albertão. Marcou dois gols e saiu do Estádio nos braços da torcida riverina. Ainda foi o maior goleador brasileiro na temporada, com 37 gols. Marcou 515 gols durante sua carreira. Um grande nome do esporte no Piauí.

Quem entende do assunto

José Gomes, jornalista esportivo do estado, analisa o futebol. É uma atividade custosa, com muitas despesas, mas gera milhões. Para ele, bem gerenciado, o futebol, sobretudo o piauiense, é rentável. É uma atividade comercial e de lazer. Acontece um equilíbrio social. Questionado sobre as soluções para o esporte no estado, ele é claro e direto. “Sem estrutura física, base, ídolos não dá. Tem que mudar muita coisa”. A curto prazo, diz que deve haver muito investimento financeiro. A médio-longo prazo, detalha que é necessário um grupo de gestores competentes com apoio político e comercial, além de um forte markentig esportivo.

Walteres Arrais, outro grande jornalista esportivo piauiense, aponta outro ponto essencial: o torcedor. A solução está em uma boa estratégia para trazer, novamente, a população para os estádios. Voltar aos tempos em que Flamengo-PI e Tiradentes deixavam o Albertão com 63.000 mil pagantes. “Aos domingos os bares estão cheios de jovens, e os estádios vazios. É algo a se preocupar”, comenta. E a solução não está muito longe para ele. No último Flamengo- PI x Palmeiras, o Albertão recebeu 33.000 pagantes. Grande parcela da façanha dada pelo jornalista a Jardel, o contestado jogador rubro-negro. “Faltam craques para o espetáculo”, afirma.

Para população, é bem mais cômodo criticar o futebol local e acompanha os jogos de times de outros estados pela tv. Torcedores, questionados sobre o futebol piauiense, dizem não acompanhar pela baixa qualidade dos jogos e desconhecem a estrutura local. “Em dias de quarta e domingo, sempre no reunimos no bar, com toda torcida e acompanhamos pela televisão. O futebol daqui não causa emoção. Não existe paixão.”

Fica a dica do treinador Paulo Moronni, um dos palestrantes do Fórum de Futebol : “Há dificuldades de uma forma geral, sobretudo nas questões econômicas e na mentalidade das pessoas que estão nas direções [...]Vejo um espaço muito grande para o crescimento do futebol piauiense. O futebol é um negócio altamente rentável se for trabalhado corretamente".

Só quando grandes clubes vem ao estado o público se faz presente. Na foto, aquecimento do Palmeiras

Entenda mais sobre o I Fórum de Futebol profissional do Piauí clicando aqui

Clique aqui para saber mais sobre a Sociedade Esportiva Tiradentes


Texto: Joaquim Camilo
Fotos: google.com

Atletas piauienses de badminton participam da 2ª etapa do Campeonato Brasileiro



Os atletas piauienses de badminton viajaram nesta terça-feira (01) para disputar o campeonato brasileiro de badminton, a ser realizado em Porto Alegre, de 03 a 06 de junho. O campeonato é composto de 5 etapas, sendo esta a segunda. As próximas serão em Brasília, Pernambuco e São Paulo, respectivamente.

A equipe é composta pela técnica Norma Rodrigues e pelos atletas Andressa Miranda (sub-17), Francielton Farias (sub-15), Tainara Silva (sub-13), Fabrício Farias (sub-11) e Lucas Alves (sub-19), que atualmente treina em São Paulo. Destes 5 jovens, 3 estão classificados para o Pan Júnior que será realizado neste ano na República Dominicana, em São Domingos.

Todos os atletas da Federação Piauiense de Badminton participam do Programa Jovens Talentos do Badminton, que é composto de 15 núcleos de treino espalhados por Teresina, em bairros como Marquês, Socopo, Santa Maria da Codipi e Parque Piauí, entre outros. Os melhores dos núcleos são levados para o Centro de Convivência Ludjan Ladeira, localizado no Monte Castelo.

O Projeto é patrocinado por uma empresa local, que oferece uniforme, tênis, raquete e vale transporte. Mas para participar o jovem precisa ter entre 8 a 18 anos, além de tática, técnica, boas notas, ter respeito, educação, perseverança e ser assíduo nos treinos, que são realizados de segunda a sábado, de 4 horas diárias.

“O objetivo disso tudo é evitar a ociosidade, para que no contra-turno escolar a criança não fique sem fazer nada”, afirmou o Coordenador da Federação Piauiense de Badminton, Francisco Ferraz.

Quer saber mais sobre o badminton? Clique aqui

Por: Ivana Vasconcelos

I Fórum de Futebol do Piauí debate crise do futebol do estado

Evento tenta encontrar soluções para a crise do futebol piauiense

Aconteceu nos últimos dias 27, 28 e 29, em Teresina, o I Fórum de Futebol do Piauí. O evento reuniu políticos, empresários, dirigentes e personalidades do esporte local. Seu objetivo foi discutir as falhas e possíveis soluções para o decadente futebol piauiense.

Discussões importantes foram presenciadas ao longo de três dias de Fórum. Temas como investimento financeiro, projeção de marketing, categorias de base e contratações de atletas estiveram em pauta.

Para o presidente do Flamengo- PI, Everaldo Cunha, a ausência de um forte planejamento e investimento por parte do Governo dificulta a dinâmica do futebol local. “Enquanto o Ceará investe 12 milhões no seu futebol, o Piauí investe 450 mil, em 10 clubes”. Walteres Arrais, jornalista esportivo piauiense, aponta o cenário da capital aos domingos e diz que o jovem prefere ir aos bares ao invés de acompanhar os jogos no estádio. “É impressionante como os bares estão cheio de jovens domingo à tarde e o estádio vazio. Tem que ser trabalhado isso”.

O evento contou com a organização da Associação Profissional dos Cronistas Desportivos do Estado do Piauí (APCDEP) e a Federação de Futebol do Piauí (FFP), com o apoio do governo do estado.



Texto : Joaquim Camilo

Fotos : Joaquim Camilo

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